Histórias e contos escoteiros.

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Os Contos da meia noite. Ruth.


Os Contos da meia noite.
Ruth.

                      Fim da reunião. Melhor possível, Sempre Alerta e todos se foram para suas casas. Como Chefe do Grupo sempre fico até mais tarde para dar uma última olhada na sede. Na saleta encontrei Ruth sentada em uma cadeira e chorando. – Não era normal. Ela era uma guia das antigas, Lobinha e Escoteira com louvor. Não sabia o que dizer. Ela me olhou com os olhos rasos d’água. – Chefe, não dá mais. Não consigo pensar viver sem ele, mas com ele nem sei se poderei viver. – Pensei comigo: - O amor é a única loucura de um sábio e a única sabedoria de um tolo.

                  – O que dizer para ela? Eu sabia que para os erros, há perdão. Para os fracassos chance. Para os amores impossíveis, tempo. Olhei nos seus olhos negros e continuei calado. – Ela se levantou me pediu desculpas e disse que ia partir. Pensei em dizer alguma coisa, dizer que não deixasse que a saudade a sufoque, que a rotina acomode e que o medo lhe impeça de tentar... Eu não era um sábio, nunca tinha certeza de nada. A minha sabedoria sempre começava e terminava com dúvida.

                   - Pensei em lhe dar um abraço. Sabia que tem palavras que chegam com um abraço... E tem abraços que não precisam de palavras. Não fiz nada disto. Ela partiu com o coração em prantos. Eu fiquei ali ruminando e a chamei sem esperança. Ela olhou para traz. – Ruth lute pelo que acredita, se nada mudar, invente, e quando mudar entenda. Se ficar difícil não desista, e quando ficar fácil agradeça. Se a tristeza rondar, alegre-se, e quando ficar alegre, contagie. E quando recomeçar acredite você pode tudo.


                   - Ela sorriu tristonha para mim. Vi que pensou em voltar, mas seguiu seu caminho sem olhar para trás. Sabia que tinha de dizer minhas últimas palavras. Minha função minha obrigação. Falei alto para ela ouvir: - Ruth, tudo é possível pelo amor e pela fé que você tem em Deus! – Ela me ouviu e balançou os ombros. Virou a rua da sede me acenando como a dizer que não era seu último adeus...

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